Ao assistir a
os momentos que antecederam o jogo entre Brasil e Venezuela pelas Eliminatórias da Copa 2010, a impressão que dava é que a seleção nacional deveria ter medo. Torcida lotando o estádio em San Cristobal, jogadores cantando o hino abraçados, clima de euforia e muita empolgação. Mas o futebol ainda não se faz apenas com vontade.
É preciso técnica, fundamento e, sobretudo, inteligência. Esse último requisito faltou bastante à equipe venezuelana. E não me venham com a história de que não há bobo no futebol. Eles existem sim. Não apenas bobos, mas burros.
O que passa na cabeça do técnico brasileiro César Farias em incitar em seus jogadores a possibilidade de vencer o Brasil, repetindo resultado conseguido em recente amistoso entre os dois times? Todo selecionado que inventa de atacar o Brasil, de forma tresloucada, acaba apanhando. E feio. Ainda mais a Venezuela, saco de pancada da maior tradição.
O Brasil matou a pau, pois sempre tem essa atitude quando joga com liberdade, sem marcação justinha e apertada, como aquela feita pela Bolívia no penúltimo jogo da seleção, no Engenhão. Marcou forte, os canarinhos mostram dificuldades. Não espero nada diferente contra a Colômbia, próximo compromisso.
Não posso deixar de citar as benesses de contar com Kaká no time. Cara esperto, veloz e, às vezes, com um timing mais rápido do que outros atletas. Robinho também mostrou a característica habilidade, afinal, está soltinho, soltinho. Adriano fez gol, mas é o artilheiro pesadão de área. Prefiro tentar o Pato, mas como quem manda é o Dunga…
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