Quem diria. A Fórmula 1 volta a chamar atenção

surpresa agradável em uma Fórmula 1 que parece ter ressurgido para valer

O jovem alemão Sebastian Vettel: surpresa agradável em uma Fórmula 1 que parece ter ressurgido para valer

Dessa vez tenho que concordar com o narrador comentarista, marqueteiro, maldizente Galvão Bueno. A temporada de Fórmula 1 está quente. Ou melhor, está fervendo. E não é apenas pelo fato do brazuca Felipe Massa estar no duelo cabeça a cabeça com o inglês Louis Hamilton pela conquista do título. Claro que isso deixa nós, brasileiros, super empolgados com a possibilidade de termos novamente um campeão mundial.

Sei que existem milhares de aficionados pela principal categoria do automobilismo mundial, que independente do que aconteça, sempre vão achar que está tudo sensacional. Contudo, nos últimos anos vinha sendo uma chatice acompanhar os GP’s da Fórmula 1. Poucas disputas por posições, fraca briga entre escuderias e um monopólio danado nas vitórias.

Isso mudou particularmente a partir do ano passado, com resultados ainda mais satisfatórios nesta temporada. Os treinos classificatórios, com suas três sessões de brigas por tempos rápidos em busca da pole position, foram uma excelente iniciativa.

A existência de diversos representantes da nova geração também trouxe um gás à competição, afinal, o que não faltam são pilotos a fim de mostrar serviço, de conquistar seu espaço na história. A vitória do alemão Sebastian Vettel (xiii, mais um alemão), da italiana Toro Rosso, no GP da Itália deste 14 de setembro, evidencia o talento da nova safra. Lembrem-se que neste ano também já tivemos o segundo lugar do estreante 2008 Nelsinho Piquet e que estamos acompanhando as boas performances do polonês Robert Kubica com a BMW Willians, tanto que o cara é o terceiro do ranking.

Até mesmo as condições climáticas têm se alterado com maior frequência. Chegou a chover em Spa, na Bélgica (que novidade, não?), São Pedro também apareceu em Monza, na Itália, e sempre que cai água, a Fórmula 1 se transforma em uma caixinha de surpresa. Somado a tudo isso ainda é preciso destacar alguns fatos imprevisíveis, tais como os motores estourados da Ferrari de Massa e Raikkonen em alguns GP’s e até mesmo uma punição ao líder do campeonato, Louis Hamilton, na corrida de 06 de setembro, na Bélgica.

Só sei que passei a ter prazer novamente em acordar cedo aos domingos para ver a Fórmula 1. Tenho aquela pitada de nostalgia abastecida pelo espírito do Ayrton Senna e que é misturada com as esperanças depositadas em Felipe Massa, até porque nosso piloto é muito bom e injustiçado às vezes.
Esperemos que a F1 continue assim ou fique ainda melhor.

Ahhh, não posso deixar de citar que os cronistas esportivos, os da Globo no caso da F1, não deixam de lado a mania de criar craques da noite para o dia. Tudo bem que Sebastian Vettel foi muito bom no GP da Itália, que foi o piloto mais jovem a ganhar um GP (21 anos e 2 meses), porém, tratou-se apenas de um GP. Vamos recordar que o campeonato começou lá atrás. Portanto, tem muito que mostrar. A mídia vive de ídolos, mas não vamos forçar a barra. Diferenciado mesmo, e já provou isso, é Louis Hamilton. Mas está uns 50 GP’s de distância de foras de série como Senna e Prost.

Uma resposta

  1. Concordo com você! Parece que não tem notícia suficiente, então os narradores sempre procuram o sensacionalismo. Daqui a pouco vão dizer que o jovem alemão é o mais novo Shumacher… Fala sério, tem que comer muito arroz e feijão!! Bjão!!

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